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Mariana Salomão Carrara
Mariana Salomão Carrara é paulistana, Defensora Pública
É sempre a hora da nossa morte amém
Aurora, uma septuagenária, é encontrada desmemoriada e descalça na beira de uma estrada, procurando por uma certa Camila. Para uma amnésica, porém, ela se lembra de muita coisa: da mãe que escovava seus cabelos, dos anos em que deu aula de português numa escola de riquinhos, da própria covardia diante da ditadura militar — e, sobretudo, das muitas mortes da filha Camila, sempre intercaladas com lembranças solares ao lado da melhor amiga de infância. Aos poucos, o romance faz o leitor duvidar se essas memórias são reais, e se Camila é, afinal, a filha morta ou a amiga de sempre.
O título vem de um ato falho da protagonista quando criança: ao rezar o Pai Nosso, ela repetia "é sempre a hora da nossa morte" em vez de "agora e na hora de nossa morte".